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Presidente afirmou que a nova política tarifária abrangerá todos os países, enquanto a Casa Branca reforçou que as taxas começarão a valer sem demora — Foto: EFE/EPA/ALEXANDER DRAGO/POOL. |
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A data foi batizada pelo republicano como o "Dia da Libertação", marca o início de medidas que, segundo ele, terão impacto global e entrarão em vigor imediatamente.
"Este é um dos dias mais importantes na minha opinião na história americana. É nossa declaração de independência econômica. Durante anos, cidadãos americanos trabalhadores foram forçados a ficar de fora enquanto outras nações ficavam ricas e poderosas, muito disso às nossas custas", disse Trump durante o anúncio.
"Mas agora é a nossa vez de prosperar e, ao fazer isso, usar trilhões e trilhões de dólares para reduzir nossos impostos e pagar nossa dívida nacional e tudo isso vai acontecer muito rápido. Com a ação de hoje, finalmente seremos capazes de tornar a América grande novamente, maior do que nunca", acrescentou Trump.
Na segunda-feira (31), o presidente afirmou que a nova política tarifária abrangerá todos os países, enquanto a Casa Branca reforçou na terça-feira (1º) que as taxas começarão a valer sem demora.
Medidas protecionistas e negociação
As novas tarifas fazem parte de uma estratégia que Trump tem defendido desde o início de sua campanha para retornar à Casa Branca. Ele argumenta que os Estados Unidos são tratados de forma injusta por seus parceiros comerciais, que impõem barreiras tarifárias elevadas à entrada de produtos norte-americanos.
O republicano sustenta que esse cenário prejudica a indústria local, desestimula investimentos internos e favorece a saída de capital do país. Em resposta, ele assinou uma ordem executiva em 13 de fevereiro determinando que sua equipe econômica estudasse a implementação de tarifas para equilibrar as relações comerciais.
Na semana passada, Trump indicou que pode adotar uma abordagem mais flexível em relação a determinados parceiros. Em uma conversa com jornalistas no Salão Oval, ele afirmou que poderia ser "gentil" e "menos agressivo do que totalmente recíproco", pois, segundo ele, um modelo estritamente recíproco poderia ser "duro demais para algumas nações".
Autorização para governo reagir a tarifaços
A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado aprovou, na terça-feira (1º), um Projeto de Lei (PL) que autoriza o governo brasileiro a adotar medidas de reciprocidade contra barreiras comerciais impostas por outros países. O objetivo é proteger setores estratégicos da economia nacional, como o agronegócio e a indústria, de restrições que comprometam sua competitividade no mercado internacional.
O PL permite que a Câmara de Comércio Exterior (CAMEX) adote contramedidas contra países ou blocos econômicos que:
- Desrespeitem acordos comerciais assinados pelo Brasil;
- Imponham barreiras ambientais mais rígidas do que as exigidas no próprio Brasil;
- Interfiram na soberania nacional em questões comerciais.
As respostas podem incluir restrições comerciais, suspensão de concessões, medidas sobre investimentos e até limitações a direitos de propriedade intelectual. Qualquer sanção imposta deve ser proporcional ao impacto econômico causado ao Brasil.
Além disso, o projeto determina que o governo brasileiro, por meio do Ministério das Relações Exteriores, realize negociações diplomáticas para tentar reduzir os efeitos das barreiras impostas. A CAMEX será responsável por monitorar constantemente os impactos dessas contramedidas e o andamento das negociações.
Portal Picuí Hoje com informações do Portal Correio.


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